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Roubaram meu celular: o que fazer na primeira hora, passo a passo

Celular roubado? Na primeira hora: alerta no Celular Seguro, banco, chip e WhatsApp, apagar dados pelo Android ou iPhone e B.O. Veja a ordem e os links.

· 6 min de leitura

Mão segurando um smartphone com a tela acesa, sobre fundo escuro desfocado

Se roubaram seu celular, faça nesta ordem: emita o alerta no Celular Seguro (gov.br), avise o banco pelos canais oficiais, peça à operadora o bloqueio do chip, apague ou bloqueie o aparelho pelo Localizador (Android) ou Buscar (iPhone), troque as senhas e registre o boletim de ocorrência. Cada passo abaixo tem o link oficial. Se estiver sem tempo, comece pelos dois primeiros: são os que protegem o seu dinheiro.

Os passos seguem as páginas oficiais do Ministério da Justiça (MJSP), do WhatsApp, do Google e da Apple, conferidas em 01/11/2026. Eles reduzem o risco, mas não há garantia de recuperar o aparelho.

Antes de tudo: use um telefone que não seja o roubado

Peça emprestado o celular de alguém de confiança ou use um computador. Digite você mesmo os endereços e não clique em links recebidos por mensagem. O MJSP alerta que o Celular Seguro só funciona com a conta gov.br, que o governo federal não envia links para cadastro e que circulam links fraudulentos. Confira o endereço antes de fazer login.

Os 7 passos, por ordem de urgência

1. Alerta no Celular Seguro (linha e contas em bancos parceiros)

No Celular Seguro, do MJSP (site celularseguro.mj.gov.br ou app nas lojas oficiais), você entra com a conta gov.br e emite o alerta, por você ou por uma pessoa de confiança cadastrada. Dá para escolher o modo:

  • Recuperação: bloqueia apenas a linha telefônica e as contas em instituições parceiras. Permite que o aparelho seja recuperado se for ativado com outra linha.
  • Bloqueio Total: bloqueia também o IMEI (número de série do aparelho), o que dificulta a recuperação pelas autoridades.

O que você precisa saber, segundo o MJSP:

  • O cadastro prévio não é obrigatório: dá para se cadastrar depois do roubo. O número, porém, precisa estar cadastrado no app para o alerta ser emitido.
  • O CPF do cadastro deve ser o do titular da linha na operadora. Se houver divergência, a operadora não bloqueia a linha nem o IMEI.
  • Não dá para desfazer pelo app. O desbloqueio da linha e do IMEI é feito pessoalmente em loja oficial da operadora, e o dos bancos, direto com a instituição.
  • Só as operadoras listadas no app bloqueiam a linha e o IMEI. Se a sua não estiver na lista, o alerta bloqueia apenas o acesso aos bancos e parceiros, e você precisa pedir a suspensão da linha direto à operadora.
  • Segundo o MJSP, alguns bancos parceiros bloqueiam de imediato e outros em até 30 minutos. O prazo de cada parceiro está nos termos de uso do Celular Seguro.
  • Guarde o número de protocolo gerado pelo alerta.
  • O programa é só para pessoa física.
  • O alerta não substitui o boletim de ocorrência.

2. Banco: bloqueie o acesso do aparelho

Ligue para o número do verso do cartão, use outro celular com o app ou vá à agência. O MJSP orienta pedir o bloqueio do acesso do aparelho a apps, senhas e cartão. Se você usava biometria no app, peça ao banco que revogue esse acesso. Peça também o bloqueio de cartões e contas, se necessário, e troque as senhas dos apps bancários.

Se já saiu dinheiro por Pix, abra a contestação agora, pelo app ou pelo atendimento. Veja o que fazer nas primeiras horas depois de um golpe no Pix.

3. Operadora: bloqueie o chip (ou eSIM) e o IMEI

Pelos canais oficiais da sua operadora, peça o bloqueio do chip, ou o desativamento do eSIM, e do IMEI. Sem o Celular Seguro, é preciso falar com cada instituição individualmente. Guarde o número do protocolo.

4. WhatsApp: recupere a conta com um chip novo

O WhatsApp não desativa a conta por você, segundo a Central de Ajuda em português do Brasil, porque não consegue confirmar que o número é seu. O caminho indicado pela página é este:

  1. Peça à operadora o bloqueio do chip, o quanto antes.
  2. Peça um novo chip com o mesmo número.
  3. Ative o chip e coloque no celular novo ou no que você tiver.
  4. Abra o WhatsApp e registre o número de novo. Ao fazer isso, a conta é automaticamente desconectada do aparelho roubado.

Depois, ative as opções de segurança e confira os dispositivos conectados à conta. Pontos de atenção da própria página: não é possível recuperar a conta sem um chip com o mesmo número, nem desativar o WhatsApp remotamente por outro aparelho, nem sair da conta pelo WhatsApp Web ou pelo computador, e o WhatsApp não ajuda a localizar o aparelho.

5. Android ou iPhone: proteger, bloquear ou apagar

O MJSP indica apagar os dados remotamente como prioridade, se for possível.

Android (app Localizador, do Google). Para proteger ou limpar, o Google diz que o aparelho precisa estar ligado, conectado à internet (dados ou Wi-Fi), com uma conta Google, com o Localizador ativado e visível no Google Play. Se encontrar o aparelho depois da limpeza, será preciso informar a senha da conta Google para usá-lo. O passo a passo está na ajuda do Android.

iPhone (app Buscar, da Apple). Marque o aparelho como perdido imediatamente. A Apple explica que o Modo Perdido bloqueia a tela com um código e pode exibir uma mensagem com um número de telefone. Se necessário, você pode também apagar o aparelho. O Bloqueio de Ativação continua impedindo que alguém reative o aparelho sem a sua senha da Conta Apple, mesmo depois de apagar. Veja a página da Apple.

Como o Google lista “ligado” e “conectado à internet” entre os requisitos, o comando pode não funcionar se o aparelho estiver desligado ou sem rede. Faça o pedido mesmo assim e confira depois, no app, o que aconteceu.

6. Troque as senhas, começando pelo e-mail

Troque as senhas do e-mail, das redes sociais, dos apps de mensagem e das contas Google ou iCloud, nessa ordem de prioridade (a ordem é recomendação nossa). O e-mail vem primeiro porque, com ele, quem tem o celular consegue pedir a redefinição de outras senhas. Use um aparelho seguro para isso.

7. Boletim de ocorrência (B.O.)

Registre na Polícia Civil, presencialmente ou pela delegacia virtual do seu estado, Inclua o que tiver: data, horário, prints, provas e o valor de eventuais prejuízos. Tenha em mãos os protocolos do banco e do Celular Seguro e, segundo o MJSP, compartilhe o B.O. com o banco. O alerta do Celular Seguro não o substitui.

Nos dias seguintes

  • Acompanhe extratos e ative alertas de movimentação no banco.
  • Consulte o Registrato, do Banco Central, para ver se há contas ou empréstimos novos no seu CPF. O MJSP recomenda fazer isso periodicamente.
  • Desconfie de mensagens que peçam código, senha ou link em nome de quem “achou” seu celular. Não passe códigos que chegarem por SMS ou app.
  • Ao comprar um celular novo, ative o Localizador ou o Buscar e use bloqueio de tela. Anote o IMEI. O Google explica como achar o número no Android.

O que fica de fora

Fora o prazo dos bancos parceiros do Celular Seguro (imediato ou até 30 minutos, segundo o MJSP), não informamos prazos de bloqueio de operadoras ou de bancos fora do programa, porque não há fonte oficial única. Os procedimentos de cada operadora variam: ligue para a sua.

Conteúdo informativo, não substitui orientação policial ou jurídica. Os procedimentos mudam: o texto vale para 1º de novembro de 2026, com base nas páginas oficiais citadas. Para limitar prejuízos financeiros, o banco é o canal certo. Se você usa assistentes de IA com acesso às suas contas, veja também o que nunca deixar um agente de IA fazer sozinho e revogue esses acessos.

Como este texto foi feito: escrito com apoio de inteligência artificial, checado em fontes e revisado pela equipe editorial. Veja como trabalhamos em /sobre. Encontrou um erro? Escreva para a gente em /contato.

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