Recebi ligação do banco pedindo para mover dinheiro: o que fazer
Se o 'banco' ligou pedindo para você transferir dinheiro, desligue e ligue por um canal oficial. Veja o roteiro de 30 segundos e o que fazer se já agiu.

Se alguém ligou dizendo que é do seu banco e pediu para você transferir, “mover” ou “proteger” dinheiro, informar senha ou instalar um aplicativo, é golpe. Desligue e procure o banco por um canal que você mesmo encontrou, como o app ou o número impresso no cartão. Fazer um Pix, por mais urgente que pareça, é o passo que não tem volta fácil.
Este texto é informativo. Cada banco tem regras próprias: confira as da sua instituição no app ou no site oficial.
Roteiro de 30 segundos
- Não confirme nada e não diga seus dados. Nem nome completo, nem CPF, nem o final do cartão. Quem liga já pode ter alguns deles.
- Desligue. Você não deve nada de educação a quem pede dinheiro ou senha por telefone.
- Procure o banco por conta própria, de preferência de outro aparelho. O BRB, por exemplo, orienta desligar e ligar de outro aparelho para o número oficial ou ir a uma agência.
- Não use o número que o “atendente” passou, nem o que aparece na tela da chamada. O BRB avisa que o próprio número da central não faz ligações para clientes. Use o do cartão ou do app.
- Não instale nada e não clique em nenhum link enquanto não falar com o banco pelo canal oficial.
O que o banco diz que nunca pede
Consultei as páginas de segurança de dois bancos, o BRB e o Safra, em 03/11/2026. Elas não falam por todo o setor, mas as orientações coincidem:
- Senha, token e código do cartão. O Safra diz que nunca pede senha ou código do cartão. O BRB diz que não pede por telefone ou mensagem dados pessoais, senhas e tokens.
- Instalar aplicativo. O BRB diz que não pede. O Safra descreve golpistas que mandam links para baixar apps que dão acesso remoto ao celular, ou seja, deixam o criminoso ver e controlar a tela à distância.
- Buscar o cartão em casa. O BRB diz que nunca recolhe cartões na casa do cliente, mesmo inutilizados. O Safra diz que não faz entregas nem recolhe cartões por motoboy.
- Fazer Pix “de teste” ou “para estorno”. O BRB afirma que “não existe simulação de pagamento PIX para estorno”.
- Mover dinheiro. As duas páginas descrevem esse pedido como parte do golpe: o BRB fala em pedir que o cliente faça movimentações “com o pretexto de que serão estornadas”, e o Safra, em induzir a vítima a fazer transferências. Nenhuma delas usa o termo “conta segura”, mas a lógica é a mesma: se o pedido exige que você transfira o dinheiro, trate como golpe.
Como o golpe costuma começar
As duas páginas descrevem o mesmo padrão: o criminoso se passa por funcionário do banco para obter dados ou fazer você transferir dinheiro. O BRB conta que ele costuma citar uma suposta transação suspeita na conta e pedir senha, a instalação de um app ou uma movimentação “para estorno”. O Safra lembra que o golpista usa urgência para manipular a vítima. Sinais de alerta:
- Urgência (“a conta será bloqueada agora”).
- Pedido de dado que o banco já deveria ter.
- Qualquer instrução para instalar algo ou acessar um link.
Nesse tipo de ligação, ninguém precisa de você para “salvar” o seu dinheiro: se houver problema real, o banco resolve pelos canais dele. Dados que você daria por telefone também são o tipo de informação que não deve ir parar numa conversa com IA, como explica o texto sobre o que nunca colar no ChatGPT.
E se eu já fiz o Pix ou passei a senha?
Aja na hora, mesmo com vergonha. O tempo ajuda o golpista.
- Ligue para o banco por um canal oficial e avise que caiu num golpe. Peça o bloqueio do app e das senhas e, se instalou algum aplicativo, avise isso.
- Abra a contestação do Pix no app. O Banco Central permite pedir a devolução pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução) em transações de até 80 dias, segundo o Guia v4.4. O guia diz ainda que o banco não deve exigir boletim de ocorrência para abrir o pedido. O passo a passo, os prazos e os limites estão em o que fazer nas primeiras horas depois de um golpe do Pix. Nada garante que o dinheiro volte.
- Se instalou um app de acesso remoto, desconecte o celular da internet (sugestão nossa, não de uma fonte oficial) e peça ajuda do banco por outro aparelho. Depois, remova o app e troque as senhas do banco e do e-mail.
- Registre o boletim de ocorrência e guarde provas: número que ligou, horário, prints e comprovantes.
Se o celular também foi roubado, veja o que fazer na primeira hora.
Erros comuns
- Ligar de volta para o número que apareceu na chamada. Você pode cair de novo no golpista.
- Esperar para ver se era verdade. Se você já agiu, cada hora conta.
- Pagar alguém que promete “recuperar o dinheiro”. Desconfie de quem cobra para isso: o pedido de devolução pelo MED é aberto pelo seu próprio banco.
- Achar que só cai quem é distraído. O golpe usa pressão e informação convincente, e qualquer pessoa pode ser pega.
Próximo passo
Salve agora, nos contatos do celular, o número oficial do seu banco que está no cartão. Na próxima ligação suspeita, desligue e ligue para ele.
Conteúdo informativo, não substitui orientação jurídica nem o atendimento do seu banco. Texto válido para 3 de novembro de 2026, com base nas páginas dos bancos citadas e no Guia do Banco Central.
Como este texto foi feito: escrito com apoio de inteligência artificial, checado em fontes e revisado pela equipe editorial. Veja como trabalhamos em /sobre. Encontrou um erro? Escreva para a gente em /contato.


